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domingo, 20 de abril de 2014

Homenagem

Toni Newmam



Nossa homenagem a Toni Newmam, Ator e Produtor Cultural. Deixa um vazio na cultura em Sobral e no coração dos amigos.
Tenho boas lembranças e orgulho da nossa convivência em diversas oficinas e no espetáculo "Esperando Godot", um trabalho brilhante do Toni. Vamos lembrar dele no palco como deve ser.



fotos de ensaio "Denis Leão"




fotos do espetáculo "Wellington Macedo"

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Artes Plásticas

Fabio Solon

Estes são os convites de três das suas quatro Exposições em Sobral.






“Pensar no convite da exposição é sempre motivo de ansiedade. Trata-se de um anúncio e uma chamada para a apresentação de uma mostra de arte em que foram dedicadas muitas pinceladas”. Diz Fábio.






Fabio Solon é um bem sucedido profissional da saúde, cantor de Bandas nas horas vagas e meu sobrinho. Mostra a sua cara e desvenda sua alma também como Artista Plástico, profissão paralela que escolheu e abraçou com entusiasmo.
Quando começou, na sua primeira exposição, me pediu para escrever um texto, lhe apresentando e apresentando a sua obra, ou seja, me colocou em uma “saia justa”. Me virei como pude, mas com prazer.
Vão aí algumas de suas obras, agora na sua 4ª Exposição e o texto que fiz para ele.








Difícil, muito difícil... falar sobre a obra artística de quem a gente gosta.
O Fabio diz que fui um dos responsáveis por essa face dele, agradeço a ele a honra, mas não sou eu.
O Fábio é cheio de faces e esta só estava esperando para se mostrar. Em todas, ele se realiza, e em todas, ele é competente e tinhoso. Elas se equilibram e equilibram a sua vida. Seria bom se todos os profissionais (como ele, que é também um excelente dentista), de todas ou qualquer área, se permitissem a arriscar na mistura das cores, dos sons ou no trabalho criativo com as mãos. Não teria nada demais em o Prefeito tricotar muito bem ou o Secretario da Saúde fazer lindos Biscuits.

                                     

                             
Mas, vamos à obra.
Tenho um pouco de implicância com alguns intelectuais, acadêmicos e especialistas de arte em geral, que desenvolveram ao longo do tempo um palavreado elaborado e rebuscado, cheio de frases prontas e bonitas para descreverem a obra de algum artista. Às vezes esse palavreado não resiste a uma análise mais atenta simplesmente porque não dizem rigorosamente nada. Tentarei fugir disso.
 Não gosto de colocar uma obra de arte na “camisa de força” de um estilo ou gênero, gosto que a criação seja livre, diversificada e que principalmente, parta da necessidade de um encontro com os outros seres humanos, que provoque identificações, emoções e reflexões. Acho que aí está uma das principais funções da arte.







A arte contemporânea tem várias faces, como o Fabio. Poderia dizer que ele... Trabalha dentro de uma linha figurativa, com fortes conotações simbolistas ou até mesmo surrealistas... Mas, pra mim, ele trabalha com o coração e com a sensibilidade, e é por isso que ele me toca. Lembro que no começo, ele tentou imitar o meu traço, não deu certo. Não deu certo porque ele, muito cedo descobriu que tinha outras coisas para falar, diversas das minhas. Coisas suas... Vejo hoje, com felicidade, que faz isso com uma ternura, uma simplicidade e facilidade comovedoras, e principalmente, com um senso estético cada vez mais elaborado e sofisticado.

Suas pinturas são sentidas em vários níveis, os traços e as cores, que a princípio nos remetem a uma alegria e inocência infantil, são só uma aparência. Um pouco da alegria e da inocência se perdem já na tentativa de juntar um título à obra, a música, o conto à imagem. Buscar anjos e mensagens torna-se um trabalho árduo. Existe no seu trabalho, colocada de uma forma amorosa: a crítica, a dúvida, o deboche, a melancolia, a reflexão... Os cortes, justaposições e fragmentos tornam-se então, labirintos. O Fabio nos oferece uma arte que transpassa o primeiro olhar e acaba por nos provocar emoções, simples e profundas, mas principalmente tocantes.


Na sua última exposição como na primeira, a inspiração veio da música. Dessa vez, a de Chico Buarque com a parceira de Tom Jobim intitulada “Retrato em branco e preto”.









Além da música, outra fonte de inspiração foi a foto de casamento dos seus pais. “Adoro essa foto e o álbum de família veio à minha cabeça no momento da produção das telas”, diz Fabio no seu Blog - fabiosolonartes.tk - 
Suas Telas traduzem a sua leitura do mundo, nessa última Exposição, um mundo em Preto e Branco.




Pintou também inspirado nas necessidades do meio ambiente e nos pedidos de socorro da natureza em uma Exposição comemorativa.









Vídeo

Esse é o Fabio.




Chico Expedito

Literatura

Luciano Bonfim




Maria Bonita, antes de conhecer Virgulino Ferreira, o Lampião, a quem amou até a morte, foi casada com o sapateiro Pedro.
Cléopatra, rainha do Egito e do coração de Marco Antônio, amou o poder sobre todas as coisas e teve, segundo os relatos, momentos de prazer intenso com os seus magnânimos amantes. Diziam-na belíssima.
Oscar Wilde, que por algum tempo viveu devotadamente à sua esposa, com quem teve dois filhos, crianças para quem escreveu as suas histórias de fadas e encantamentos, amou de profundis a um impetuoso jovem inglês.
Calígula, de quem dizem barbaridades sobre a sua vida e os seus amores, indistintamente amou a homens e mulheres, preferindo, segundo consta, aos rapazes fortes e fogosos.
Niestzche alimentou platônicos amores e nunca teve relacionamentos duradouros; nem parcos amores viveu; na juventude, com uma que nem mesmo soube do nome, teve raras relações sexuais, o suficiente para contrair sífilis e terminar como sabemos.
Schopenhauer nunca morreu de amores pela própria mãe, preferindo dedicar-se a um pequeno cão, a música e a filosofia.
Hitler, algumas vezes acusado de sodomia, empestava de prazer as suas roupas íntimas quando discursava para o seu másculo exército.
Narciso amou a si mesmo e entregou-se ao desespero de não ser correspondido.
Tarzan amava Jane mas nunca se desligou da macaca Chita, a quem conheceu bem antes.
Os cães às vezes se amam na praça e sempre depois do gozo ficam, por algum tempo, engatados um ao outro, sendo motivo de risos para muitos e escândalos para tantos.
Alguns amam e sentem prazer com animais não humanos.
Outros sentem prazer com aqueles que não amam.
Tantos exatamente não amam àqueles com quem dividem a mesma cama. Outros vivem com aqueles que realmente amam e têm prazer. Alguns fingem o prazer que não sentem, e somente assim, têm o prazer que deveras fingem.
Muitos se masturbam todos os dias. Outros não se masturbam nunca nem de vez em quando têm relações sexuais e, no meio da noite, muitas vezes, acordam salvos pela polução.
Existiram Satúrnicas e Bacanais. Troca de casais existe, menáge a trois, também
O campo do amor é vasto, vocês sabem! Infinitas são as zonas de prazer!
Alguns, mesmo assim, nem querem saber de amor e sexo. Outros, todavia, não vêem a hora de tudo isso começar. 


Não existe apenas uma forma de amor & prazer
No curso do tratamento psicanalítico há amplas oportunidades para colher impressões sobre a maneira como os neuróticos se comportam em relação ao amor; ao mesmo tempo, podemos nos lembrar de ter observado ou ouvido falar de comportamento semelhante em pessoas de saúde normal ou mesmo naquelas de qualidades excepcionais..[Contribuições à psicologia do Amor]
Sigmund Freud



Por causa do gato lilás


Tarsila, uma gata siamesa, que conviveu conosco por alguns dias, apaixonou-se pelo ‘gato lilás’ de Aldemir Martins – uma reprodução da tela que possuímos em casa.
Investiu tudo nesta paixão, estudou sobre o artista e sua obra, incomodou a todos com o seu canto lastimoso e noturno, gastou as unhas arranhando os telhados alheios.
Não encontrando retorno algum desta paixão, chegou a cometer o suicídio 6 vezes, até decidir-se a pesquisar intensamente sobre arte contemporânea.
Certa noite, após buscar um diálogo intenso com a eternidade, ainda meio grogue e desolada, saiu para a rua e não mais a vimos.
Soubemos, algum tempo depois, que ela fora atropelada e tornou-se uma efêmera intervenção urbana.



Mais uma lasquinha da literatura do poeta Luciano Bonfim. Dessa vez é do livro Dançando com Sapatos que incomodam, edição de 2002. 

Acontecimento

Meio-dia: o tempo. O mês: janeiro, setembro...não recordo.
Creio não haver relevância de precisão para o que me proponho contar. Lembro, isto sim, que o sol ardia desde as primeiras horas da manhã. O guarda, me disseram, regava as flores dos canteiros da praça. Já possuía maioridade, e constavam alguns pêlos em meu rosto e tórax. Ela procurava uma blusa lilás, sapatos pretos - pois combina com tudo, dizia, - e um álbum de fotografias. Não sei se encontrou os três, apenas os sapatos ou nenhum deles, esquivo-me. Estava deitado, quase dormindo. Ela beijou a ponta de meus dedos com a sua boca úmida e frugal (carinhosa e lentamente). Meus olhos, frágeis delatores, naufragaram em íntima sensação.
Poucas mães realizam este acontecimento... - Imagino.

Luciano Bomfim com oCartaz da peça “As Mulheres Cegas” , de sua autoria.


Quem quiser conhecer mais da escrita do Luciano, pode fazer uma visita no seu Blog que é o lucianobonfim.blogspot.com. 

Chico Expedito


LUCIANO BONFIM [Crateús/CE.]. Publicou: Dançando com Sapatos que Incomodam - Contos[2002]; Móbiles – Contos [2007]; Janeiros Sentimentos Poético[1992] e Beber Água é Tomar Banho por Dentro[2006] – Poesia ; escreveu e montou as peças: Auto do Menino Encantado[2002] e As Mulheres Cegas[2000 e 2004]; criador da revista Famigerado – Literatura e Adjacências[2005]; professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA[desde 1996]; aluno do mestrado em Educação Brasileira[FACED-UFC/2006]
e-mail:
 luciano.bonfim@yahoo.com.br







Arte Popular

Martonio Holanda




O 4 Portas Casa Arte abre espaço e deixa passar mais um nordestino, mais um Sobralense, ele se chama Martonio Holanda.
Martonio é o que pode se chamar de Artista Popular, autodidata, ligado a natureza, a cultura, aos folguedos e crenças da sua gente.
Acostumado e inconformado com as reclamações dos artistas da terra e com as promessas vazias dos donos da cultura do lugar, resolveu seguir em frente, criou e trilhou seu caminho a partir da sua arte.
Atua em diversos segmentos, é ator e diretor de espetáculos, mamulengueiro, artesão, artista plástico, escritor, cantor e compositor.
Onde lhe chamam, abre o seu matulão de sonhos e mostra as suas mágicas, suas cores, seus sons e suas palavras.
Martonio é uma cabra sério, mas com uma sinceridade, um sorriso e uma alma doce de criança. Um pouco da sua obra.


Chico Expedito


Bonecos




Mascaras




Desenhos




Telas


Ancestral


Boi Diamante


Burrinha


Caboclo de Penas


Pandeiro e Fogueira


Forró


Mistérios


Rezadeira


Seringueiro


Três Reis




Vídeo


Quem Quiser saber mais sobre ele, comprar seu DVD que é muito bom ou simplesmente conversar com ele, vão aqui seus endereços:


martonioHolanda@hotmail.com
www.martonioholanda.com